quarta-feira, 23 de abril de 2008

Chocolamour


Aqui em Salvador tem um restaurante tradicional, o Baby Beef, que é muito conhecido pelo couvert delicioso e pelas excelentes carnes. Mas para mim o mais importante lá sempre foi a sobremesa: desde pequena eu amava e esperava ansiosa o momento de saborear o meu 'chocolamour'. Tem gostinho da minha infância!


Quando estava grávida, eu tive desejo e fui lá só para tomar um, os garçons foram muito atenciosos e nem ligaram para o fato de eu ir direto para a sobremesa.

Bem, a sobremesa não tem nada demais e qualquer um pode fazer. Recentemente eu resolvi fazer a minha versão e ficou tão bonito e gostoso que resolvi publicar aqui (apesar de que aqui não é nenhum blog de culinária, aliás, é um blog semi-abandonado).

CHOCOLAMOUR CASEIRO
1 pote de sorvete de chocolate
1 tablete de chocolate meio amargo picado
1 lata de creme de leite sem soro
1 pacote de suspiros
1 pacote de farofa de castanha

Primeiro eu fiz o ganache: coloquei o chocolate meio amargo para derreter 30 segundos no microondas em um refratário (pode ser também em banho-maria) e misturei com o creme de leite. Depois coloquei numa taça bem grande metade do sorvete, do ganache, dos suspiros e da farofa. Completei com o restante do sorvete e usei o resto dos outros ingredientes para enfeitar. Fácil, né? Quebra um galhão quando não se tem tempo de preparar uma sobremesa e fica lindo e gostoso.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Borboletas de boas vindas

Continua a minha felicidade com meu apartamento novo.
Decorá-lo é uma delícia! Tô viciada em sites e revistas de decoração...

Detalhe da minha última aquisição para o lar, o capacho mais fofo que já vi na vida:


Da Tok&Stok.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

“O meu corpo viraria sol, minha mente viraria, mas só chove, chove, chove, chove...”

Anteontem fui ao Festival de Verão de Salvador.
Primeiro dia de Festival, eu e Gu compramos os ingressos do Camarote Seda no 1º lote, no escuro, eu ainda nem sabia quais seriam as bandas.
Mas eu confiei que o primeiro dia sempre é ótimo.
Não me decepcionei.
Perdi o show do Voa Dois (nunca assisti), cheguei no meio do show da Banda Eva.
E depois, ah, depois...
Capital Inicial.

Fui com Gu até pertinho do palco, o que aliás é uma das duas boas razões de comprar o ingresso do camarote, que é mais caro que todos os dias na pista: assistir ao show de pertinho sem confusão (a segunda é que é o lugar onde encontro os amigos e conhecidos).

Dinho Ouro Preto já entrou no palco sem camisa, estava lindo, ele só melhora com o tempo, o que era aquele sorriso e aquele corpo?, eu queria comentar com alguém isso, mas só Gu estava comigo e eu sei que ele não ia ligar mas eu quis respeitar, então só comentei dos dentes de Dinho, tão lindos, tão brancos... ele perguntou “os dentes?”, acho que ele não acreditou no meu comentário, mas eu respondi que a primeira coisa que eu reparo numa pessoa são os dentes (e é verdade).

Dinho parecia que realmente estava curtindo cantar ali. O show foi tudo o que eu poderia querer.
Mas na hora que começou a tocar “Primeiros Erros”, aí sim eu me senti realmente abençoada.
Eu cantava com vontade, meio que delirando ali na platéia. Passou uma novelinha da minha vida na minha cabeça, com os meus primeiros erros...
A minha música favorita no mundo, eu só agradecia mentalmente a Kiko Zambianchi por ter composto e ao Capital Inicial por ter regravado e me proporcionar aquele momento...

Foi a música mais demorada do show.
No final da música Dinho parou para conversar com a platéia e ficava só aquele fundo musical... uma coisa linda, aí ele pediu para todo mundo cantar com ele, e naquele último refrão “chove, chove”, começou a chover...

Uma coisa surreal. As pessoas olhavam para o céu chovendo, para os lados e para o palco, nem o próprio Dinho estava acreditando que aquilo estava acontecendo.

E aí começaram os acordes da próxima música e a chuva passou como um passe de mágica. Gu disse que parecia chuva cenográfica.

Nessa hora Dinho expressou em voz alta tudo o que passava na minha cabeça: “Assim como a chuva começou, acabou. CARALHO!!!”

Foi muuuito lindo.

E aí veio a música que quando eu li a letra pela primeira vez eu me identifiquei, que parece que foi escrita para mim (Não Olhe Pra Trás), e que naquele momento respondeu as minhas dúvidas, e depois tocou o meu segundo pedido mental: Natasha. Me acabei de dançar. O show ainda continuou, eu perdi a noção do tempo, eu não queria que acabasse nunca...

Se tivesse demorado mais meia hora eu não ia mais ter voz.

Depois até Ivetinha para mim não teve mais tanta graça, e olha que sou louca por ela. Mas competir com aquilo que presenciei não dava não.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dementadores

Neste momento, eu sinto como se houvesse algum dementador* aqui ao meu lado, sugando toda a minha alegria, e me sinto como se nunca mais pudesse voltar a ser feliz de novo.

Tá, eu sou dramática, o que aconteceu não é motivo para tudo isso...

Quase quatro anos de namoro, o melhor relacionamento que já tive até hoje, a melhor pessoa que já conheci, o maior amor da minha vida.

Eu sou briguenta, ele não é. Nós brigamos na sexta.

Nunca mais tínhamos brigado assim. Eu achei que o tinha perdido. Mas é tanto amor, e ele voltou no mesmo dia.

E se já está tudo bem entre nós, porque eu continuo triste?
Simples. É incrível como ele sempre faz com que no final, não importa o motivo da briga, eu fique me sentindo culpada. No final ele sempre me convence de que a culpa foi toda minha.

* Dementadores - para quem não leu os livros de Harry Potter, são seres que sugam a felicidade de uma pessoa, se alimentam das suas lembranças. Um beijo de um dementador suga por fim a alma da pessoa.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada

Durante quase toda a minha vida tive cabelos compridos.
Só uma única vez eu resolvi cortar mais curto, mesmo assim não tão curtinho, nada de joãozinho – NUNCA – era mais um chanelzinho. Nesta época pela primeira vez na vida tomei sol na nuca sem estar com o cabelo preso. Depois deixei crescer. Acho que cabelo curto não combina comigo, nem com meu rosto.
Assim como eu acho que só combina comigo ser morena (em todas as tentativas de ficar loira eu me arrependi e voltei rapidinho), combina comigo cabelão.
Mas tem um mês mais ou menos que só penso em cortar a cabeleira. Decidi fazer isto após o Carnaval.
Mas não é nada dessa moda Victoria Beckham que se vê por aí, nada de modismos nos meus cabelos. Eu já sei exatamente o corte que quero e o “meu viado” é quem vai cortar.

O “meu viado” é como eu chamo carinhosamente meu cabeleireiro. Ele faz a minha sobrancelha há anos, nisso eu sou completamente fiel a ele. Já nos cabelos nem tanto, já cortei com outros, mas acabo voltando para ele.

Toda vez que corto o cabelo é a mesma ladainha. Chego ao salão empolgada, saio do salão ainda mais empolgada, chego em casa arrependida.
Nesta hora eu maldigo todos os cabeleireiros do mundo (“morte aos cabeleireiros!”, eu grito).
(muitos) Dias depois eu estou amando.
Aí eu dou o braço a torcer, digo que meu viado sabe mesmo das coisas. E volto sempre para ele.
Não adianta, é o meu processo, tenho que passar por ele.
Porque sim, sou apegada aos meus cabelos, sempre ouvi minha mãe dizendo que é a moldura da mulher.
E olha que meu viado adora cabelão, sabe que fica bem em mim, e quando diz que atrás só vai tirar um dedinho ele só tira um dedinho mesmo. Ele respeita.

E é por conta desse sofrimento que passo toda vez que corto os cabelos que eu só corto de verdade uma vez por ano. Nas outras vezes é de mentirinha, minha mãe corta as pontinhas (às vezes eu mesma faço isto).

Pois então este é o meu último mês de cabelão, vou aproveitar bastante que meu cabelo está lindo (mas se está lindo, para quê mudar?) e depois curtir uma versão cabelos médios (curtos nunca mais).

(Se daqui para lá eu não mudar de idéia)

Ah, falar de cabelos com mulheres... cada uma tem mil histórias para contar, depois conto as minhas.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

CPMF

Esse Senado brasileiro é realmente uma desgraça!

Absolve Renan Calheiros e condena a CPMF!

A CPMF era o único jeito de certas pessoas pagarem impostos, tipo bicheiros, traficantes, sonegadores etc. E a melhor maneira de fiscalizar se a movimentação financeira dos cidadãos condiziam com o declarado no imposto de renda – leia-se fiscalização sobre grandes fortunas.

Agora eles se safaram dessa!

Eu, que tenho meus impostos retidos na fonte, fico revoltada com uma coisa destas, porque o governo, com certeza, arranjará outros meios de receber esse din-din, e muito provavelmente recairá sobre gente como eu, que paga seus impostos.

Há tempos que os Paralamas do Sucesso já cantavam: Que país é este?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sobre o título que escolhi para meu blog

Em primeiro lugar, escolhi este título porque sempre amei a música Primeiros Erros, de Kiko Zambianchi, e que depois foi tão bem interpretada pelo Capital Inicial, que eu adoro. É uma versão aperfeiçoada, embora eu já amasse a versão original. Eles conseguiram melhorar o que já era perfeito, um feito e tanto.

Primeiros Erros é a minha música favorita. Linda, linda, linda.

Em segundo lugar, a música me faz refletir acerca dos meus próprios erros.

Sim, porque eu já cometi muitos na vida.

Eu sempre me surpreendo quando entrevistam uma pessoa famosa e perguntam se ela mudaria alguma coisa na vida e ela responde que não, que não se arrepende de nada do que fez. Como assim? Uma vida perfeita? Sem erros?

Para mim é como diz Ana Carolina “Quem se diz muito perfeito / na certa encontrou um jeito / insosso / pra não ser de carne e osso”...

Pois bem. Eu me arrependo de algumas coisas que fiz sim.

Mesmo sabendo que tudo o que passei e os erros que cometi é que me tornaram a pessoa que sou, e gosto de quem eu sou, mesmo assim algumas coisas eu teria feito diferente.

Seja porque as minhas atitudes magoaram algumas pessoas que não mereciam ser magoadas, ou porque magoaram a mim mesma.


Primeiros Erros
Kiko Zambianchi

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
E eu não deixo os meus passos no chão


Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende...
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende

Se o meu corpo virasse sol
Se minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove...

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove
Chove e chove...

Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove e chove
Chove e chove
Meu corpo viraria sol
Minha mente viraria sol
Mas só chove e chove
Chove e chove...